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Financiamento imobiliário: guia básico ajuda a escolher a melhor opção

financiamento imobiliário

A compra de uma casa ou apartamento é uma decisão de grande impacto na vida de uma pessoa. Exige muito pesquisa, estudo e cautela na hora de escolher o imóvel e a localização, mas também é essencial conhecer os trâmites e os tipos de financiamento imobiliário. Afinal, a conquista do imóvel próprio incluirá o pagamento de uma hipoteca por um longo período. Por isso, é importante encontrar um empréstimo que atenda às necessidades e, ao mesmo tempo, caiba no orçamento

Para ajudar, produzimos um breve overview que serve de guia para conhecer as possibilidades e vantagens de financiamentos de imóveis, além de dicas para você fazer o seu!

Como funciona o financiamento imobiliário?

O financiamento de imóvel consiste em adquirir um contrato com instituições financeiras para a compra de uma propriedade. É um tipo de empréstimo para quem almeja a aquisição de um imóvel, mas não possui todo o dinheiro em caixa para fechar negócio.

Para fazer um financiamento de imóvel é necessário apresentar a quantia necessária para dar no momento da entrada e se possui condições de pagar o financiamento. Esse processo pode ser dividido em duas etapas:

  • A primeira é conseguir a aprovação de crédito por parte da instituição que irá financiar a compra. O banco ou a financeira recorre a uma pontuação ou score e da capacidade de quitação da dívida do potencial comprador. Quando aprovado, a instituição paga uma parte ou a totalidade do valor diretamente ao vendedor do imóvel.
  • A segunda etapa consiste em quitar a dívida existente com o banco mediante pagamentos em períodos pré-estabelecidos no contrato. Mesmo que a dívida não tenha sido completamente extinta, o imóvel já se encontrará em nome de quem fez o pedido de financiamento, que pode utilizá-lo irrestritamente.

Vantagens do financiamento imobiliário

Afinal, quais as vantagens de financiar um imóvel? Não ver seu dinheiro indo embora com o pagamento do aluguel já é um ótimo motivo para buscar o financiamento. Mas tem mais!

  • Cabe no bolso

Você pode usar o financiamento para ter seu lar doce lar imediatamente, sem precisar esperar até! Ademais, geralmente, as parcelas podem ser de até 35 anos, o que pode caber no bolso com maior facilidade.

  • Mais segurança

Ter a casa própria vai proporcionar mais segurança e conforto para você e sua família, já que ela pode ficar exatamente do jeito que o proprietário desejar.

  • FGTS

Você não precisa ter o valor total do imóvel para pagamento à vista. Basta usar de entrada o saldo do FGTS que tem o uso restrito no caso dos empregados, não sendo liberado para saque, mas podendo ser usado em situações como justamente a compra de um imóvel.

  • Fonte extra de renda

Saiba que não é necessário financiar um imóvel somente para moradia. Pode-se adquirir um outro imóvel com o objetivo de proporcionar uma fonte extra de renda com aluguel.

Passo a passo: como fazer um financiamento imobiliário

1 – Atenda os pré-requisitos

Como a instituição deve ter a certeza de que não sairá no prejuízo, existem critérios que demonstram se você tem ou não condições de arcar com a responsabilidade de um financiamento. Normalmente é preciso ser maior de 18 anos, ter uma renda condizente com o valor das prestações que serão criadas e não ter o nome sujo na praça (SERASA, SPC e etc.).

2 – Faça a simulação do financiamento imobiliário

Existindo várias financeiras no mercado. Por isso, o recomendado é que você faça simulações e encontre aquela proposta de financiamento que seja a mais vantajosa. Cada instituição tem seus pontos fortes e fracos, assim como qualquer outra empresa ou serviço. Fique atento àquelas que têm mais pontos positivos para o seu caso, como, por exemplo, oferecer um maior número de parcelas, menor taxa de juros, quantidade de valor financiado, entre outros.

3 – Compareça ao banco

A desconfiança é diretamente proporcional à quantidade de dinheiro fornecido. Isso quer dizer que o financiamento imobiliário é um dos mais burocráticos e requer a demonstração de uma extensa documentação para que seja possível obtê-lo.  Geralmente, você pode fazer simulações online nos sites dos bancos. Assim já é possível ter uma ideia do que é necessário comprovar e das condições impostas. Munido dessas informações, vá à instituição escolhida e fale com o gerente.

4 – Faça o cadastramento

O pontapé inicial do seu financiamento na maioria das vezes se dá pelo fornecimento de dados pessoais como CPF, RG e comprovante de renda. Caso o estado civil seja união estável ou casado, você precisa fornecer os documentos do companheiro ou da companheira.

5 – Análise de crédito

Assim que a análise dos seus dados pessoais for concluída e não havendo nenhuma restrição (lembra do nome limpo na praça?), o banco irá calcular se a sua renda é compatível com a quantia e as parcelas requisitadas. Normalmente é preciso que esses pagamentos mensais não ultrapassem 30% da renda.

6 – Avaliação do imóvel

Além de ser necessária a comprovação de que a dívida será paga corretamente, o banco não tem a pretensão de disponibilizar mais dinheiro do que é necessário. Por isso você deverá apresentar à instituição financeira o imóvel que está pretendendo financiar. Nesta etapa é feita também uma checagem para que não haja nenhuma pendência legal contra o vendedor da casa ou apartamento.

7 – Assinar o contrato

Se na busca pelo financiamento você chegou a esta etapa, parabéns! Isso quer dizer que você conseguiu a aprovação para ter seu imóvel. O banco fará um contrato de validação para ambas as partes da transação, você e o vendedor.

Sendo assim, depois de assinada a papelada, você deve registrar tudo em um cartório de registros de imóveis. Além disso, existem algumas taxas a serem pagas e que consideram fatores como valor e estado do imóvel e o ITBI — Imposto de Transmissão de Bens de Imóveis.

8 – Pagar as parcelas

Agora é só ser feliz e pagar as prestações todo mês, preferencialmente sem atrasos. Caso queira terminar o financiamento antecipadamente ou pagar parcelas adiantadas, a dica é entrar em contato com a instituição e requisitar o valor restante com juros proporcionais até o momento da solicitação. Nessa negociação, caso seja um bom negócio, você pode também usar o seu saldo do FGTS.

9 – Registrar o termo de quitação

Quando terminar de pagar todo o financiamento, o banco irá emitir um termo de quitação do imóvel, que é a prova de que o contrato foi concluído. Isso extingue a pendência financeira existente em relação ao bem adquirido. Então, com esse documento, você deve ir até o cartório de registro de imóveis novamente, agora para solicitar a averbação da quitação. A partir daí dá para fazer de tudo, até vender para comprar um imóvel maior. Quem sabe?