Início » Blog » Investir em CDB é uma boa? Entenda tudo aqui!

Investir em CDB é uma boa? Entenda tudo aqui!

mãos de uma pessoa segurando um celular que exibe uma tela com gráficos

Investir em CDB é uma boa alternativa para quem busca uma opção mais conservadora, mas quer que o dinheiro renda mais do que na caderneta de poupança.

Dependendo do tipo de Certificado que você escolher, ele pode ter uma variação até maior que a inflação, protegendo seu capital da inevitável perda do poder de compra que acontece com o passar do tempo.

Mas você sabe como ele funciona e os tipos de CDB? Neste post, vamos nos aprofundar no assunto. Acompanhe!

O que é CDB?

Também conhecido como Certificado de Depósito Bancário, é um investimento de renda fixa que funciona como um empréstimo para o banco. A pessoa que fez o empréstimo, ou investidor, recebe como retorno a rentabilidade desse certificado, sendo a taxa definida no momento da compra.

Os CDBs de bancos menores e com prazo de vencimento mais longo costumam oferecer uma rentabilidade maior.

Este investimento conta com a proteção do FGC até o valor de 250 mil reais investidos, por CPF ou CNPJ. Isso significa que, caso o banco para quem você fez o empréstimo quebre, o Fundo Garantidor de Crédito garante a devolução desse valor.

Quais são os tipos de CDB?

Os títulos de CDB podem ser classificados em três tipos: prefixados, pós-fixados e híbridos. Conheça melhor cada um deles.

Títulos prefixados

Como o próprio nome sugere, os títulos prefixados já trazem uma previsão exata da rentabilidade do título, caso o resgate seja feito na data correta. A taxa de juros determinada independe da oscilação da economia, ou seja, mesmo que a Selic caia ou aumente, a taxa de rendimento desse CDB permanece a mesma.

Geralmente, os títulos de prazo mais longo apresentam um total de rendimentos maior, trazendo números mais expressivos a partir de um ano de aplicação.

Sobre esses títulos, há a cobrança do Imposto de Renda, obedecendo à tabela regressiva e do IOF para resgates antes de 30 dias.

Títulos pós-fixados

A rentabilidade desse CDB está atrelada a algum indicador econômico. Ou seja, quando esse indicador sofre variação, o rendimento também altera, sendo assim impossível saber exatamente qual será a valorização do investimento.

O índice mais comum é o CDI, também conhecido como Certificado de Depósito Interbancário. Ele acompanha de perto a taxa Selic, ou seja, quando a Selic aumenta ou diminui, pode ter certeza que o seu CDB pós-fixado com base no CDI também sofrerá variação.

Na prática, esses CDBs estão mais próximos das políticas de juros usadas pelos bancos. Sobre os valores, incidem as cobranças do Imposto de Renda, de acordo com a tabela regressiva, e do IOF para resgates antes de 30 dias.

Títulos híbridos

O CDB híbrido conta com duas abordagens de rendimento: uma fixa e outra variável. É um título bem difícil de ser encontrado no mercado.

A parte variável segue um indexador associado à inflação. Por exemplo, um título com rendimento de 2% + IPCA, terá a valorização de 2%, mais a taxa do IPCA.

Trata-se de uma opção bem interessante, pois oferece um ganho real sobre as flutuações do mercado, e pode ser uma excelente escolha para quem não quer perder o poder de compra ao longo dos anos.

A tributação é a mesma dos outros tipos de CDB: Imposto de Renda de acordo com a tabela regressiva e IOF para resgates feitos até 30 dias após a aplicação.

O que avaliar na hora de investir em CDB?

Para que você invista o seu dinheiro em um título que seja mais vantajoso, de acordo com os seus objetivos, é preciso fazer uma análise de dois fatores: rendimento e prazo.

Rendimento

Citamos logo no começo que os bancos menores oferecem índices de valorização mais interessantes para o CDB do que bancos maiores, certo?

Isso ocorre porque os bancos menores têm uma probabilidade maior de não conseguir pagar o empréstimo, sendo assim mais arriscado emprestar dinheiro para eles.Quanto maior o risco nesse sentido, maior a taxa de rendimento.

Por isso, vale a pena contar com a cobertura do FGC, para garantir o resgate do valor caso ocorra algum problema com a instituição.

Liquidez

É preciso avaliar a liquidez do CDB, ou seja, em quanto tempo você pode sacar o dinheiro sem que isso configure uma perda do rendimento,

Portanto, se o seu objetivo é comprar um carro em um ano, investir em CDB com liquidez de 5 anos não é uma escolha inteligente.

Por mais que o CDB ofereça taxas bem atrativas, certifique-se de que o valor não será resgatado antes do prazo mínimo determinado no título.

Aporte mínimo para investir em CDB

Os CDBs também variam em relação ao aporte mínimo exigido. Alguns pedem o investimento de 1000 reais para que você possa ter um Certificado, outros têm valores de 10, 20, 30 mil … é preciso avaliar as suas condições e checar em qual opção você se encaixa.

Onde encontrar CDB para investir?

Para quem tem conta em corretora, é possível comparar as opções disponíveis, com as taxas de rendimento, liquidez e aporte mínimo de cada CDB. Outra alternativa é avaliar o banco no qual você tem conta e consultar os Certificados disponibilizados pela instituição.

Lembre-se de considerar a cobrança das taxas de administração, que variam entre as instituições, antes de tomar a decisão.

Qual a escolha mais vantajosa: investir em CDB ou na poupança?

Vale citar que a poupança é uma das modalidades mais conhecidas pelos brasileiros, justamente pela segurança e facilidade. Porém, o rendimento desse investimento caiu muito.

Por isso, apostar no CDB é uma ótima maneira de fazer a suas economias renderem, sem abrir mão da segurança que a poupança oferece. É uma ótima indicação para investidores mais conservadores.

E aí, entendeu melhor como funciona o CDB, os tipos, e quais critérios avaliar na hora de investir no CDB? Conhecer o que o mercado oferece para optar pela alternativa com rendimento maiores na hora de guardar o seu dinheiro, é a melhor maneira de honrar o esforço empregado para acumular essas economias e evitar a desvalorização.

Aproveite para acompanhar as publicações do blog Zelas Finanças e entender mais sobre economia e como cuidar do seu patrimônio!