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Investir em renda fixa: o que você precisa saber?

uma tela digital exibe gráficos em torre

Você ainda não possui uma reserva de emergência ou é muito conservador e não aguentaria ver as variações do dinheiro que trabalhou tanto para acumular? Então, investir em renda fixa é a melhor opção.

Embora os rendimentos estejam em baixa atualmente, já foi uma ótima opção em termos de lucratividade quando as taxas atreladas estavam altas.

Além disso, a renda fixa permite um acompanhamento mais preciso da valorização, sem sustos.

Quer entender melhor o assunto? Leia o post!

O que é renda fixa?

Esse investimento conta com uma rentabilidade previsível, geralmente indicada no momento da compra. Possui baixo risco e é uma boa escolha para quem precisa proteger o patrimônio, evitando a possibilidade de perder tudo graças a uma variação brusca da economia, por exemplo.

Embora você tenha muita vontade de fazer as suas economias crescerem cada vez mais, recomenda-se que uma parte do seu dinheiro permaneça aplicado na renda fixa.

Os investimentos em renda fixa podem sofrer a cobrança de Imposto de Renda (não prevista para Letras de Crédito), de IOF (quando o resgate acontece em menos de 30 dias), e de taxa de custódia (apenas no Tesouro Direto).

Entre as produtos disponíveis no mercado, citamos:

  • Poupança;
  • Tesouro Direto;
  • CDB;
  • LCI e LCA;
  • Letras de Câmbio;
  • Debêntures;
  • CRI / CRA.

Poupança

É o produto mais conhecido dos brasileiros e com grande facilidade para depósito e saque dos valores. Você consegue abrir uma conta poupança com facilidade no banco de sua preferência.

Porém, o rendimento dessa opção é muito baixo. Com o passar do tempo, o dinheiro guardado na poupança tende a sofrer redução do poder de compra.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é uma alternativa bem interessante em comparação à poupança, por contar com uma rentabilidade maior. Trata-se de um título emitido pelo governo, responsável pelo pagamento dos rendimentos.

É possível encontrar três tipos de títulos: atrelados à inflação, prefixados e indexados à Taxa Selic.

CDB

O Certificado de Depósito Bancário é um empréstimo que a pessoa faz para os bancos, recebendo rendimentos sobre esse valor. Costuma ter lucratividade atrelada ao CDI e pode ser encontrado em três tipos: prefixados, pós-fixados e híbridos.

LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliária e do Agronegócio são empréstimos feitos para esses setores, que usam os valores para fomentar os respectivos mercados.

Uma das grandes vantagens deste investimento é a isenção do Imposto de Renda, aumentando a margem de rendimentos.

Letras de Câmbio

As Letras de Câmbio funcionam de maneira parecida com os CDBs, mas nesse caso, os empréstimos são feitos para instituições financeiras. Por se tratar de empresas menores, que oferecem risco maior de quebra, as LCs trazem uma taxa de rendimento mais alta.

No entanto, o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) garante a devolução de até R$ 250 mil, caso essa quebra aconteça.

Debêntures

Os debêntures são títulos emitidos por empresas, que usam os valores arrecadados para a quitação de dívidas ou financiamento de projetos visando o desenvolvimento da corporação.

Embora ofereçam uma rentabilidade muito mais interessante do que o Tesouro Direto e o CDB, por exemplo, os debêntures não estão garantidos pelo FGC. Ou seja, caso a empresa decrete falência, dificilmente você conseguirá reaver o dinheiro investido.

CRI/CRA

Os Certificados de Recebíveis Imobiliários e os Certificados de Recebíveis do Agronegócios são títulos disponibilizados por empresas securitizadoras, que disponibilizam esses papéis como forma de antecipar recursos que seriam recebidos apenas a longo prazo.

Para ficar mais claro, pense numa construtora que cede os créditos que ainda irá receber de pessoas que financiaram imóveis. Assim, os valores são pagos antes e a empresa consegue finalizar a obra em menos tempo.

Por ser um investimento mais arrojado, costuma apresentar um bom índice de rendimento. No entanto, não tem a cobertura do FGC.

Como rendem os investimentos em renda fixa?

A renda fixa é, basicamente, um empréstimo que você faz para os emissores, que aplicarão a verba para fomentar alguma produção ou manter as operações.

Como retorno, há o recebimento dos rendimentos desses valores. Quando você pega dinheiro emprestado com o banco, não precisa devolver o valor acrescido de juros? 

Quando você decide investir em renda fixa, acontece a mesma operação, na direção inversa ― você recebe juros por ter emprestado dinheiro à instituição. Esses juros são os rendimentos que a renda fixa oferece.

Os lucros variam de acordo com o investimento escolhido. Geralmente, o índice aplicado como referência é o CDI, que acompanha a taxa de juros. As opções mais interessantes rendem, pelo menos, 100% do CDI.

Porém, é importante prestar atenção à data de vencimento. Caso o valor seja resgatado antes, o investidor acaba perdendo dinheiro. Por isso, antes de comprar algum título de renda fixa, vale refletir se o período previsto é compatível com o prazo determinado para os seus objetivos.

Como investir na renda fixa?

Os títulos de renda fixa são disponibilizados por bancos e corretoras de valores. Para a primeira opção, consulte as ofertas no banco com o qual você possui relacionamento.

Vale a pena conhecer um pouco sobre como funcionam os rendimentos, pesquisar o histórico e checar a taxa atrelada a cada um. Afinal, nem sempre o gerente oferece o produto realmente mais vantajoso para o cliente.

Pelas corretoras, basta abrir uma conta em uma de confiança e acompanhar as movimentações. Ao decidir o investimento mais interessante para você, transfira o dinheiro para a conta da corretora e compre o título que deseja.

Aproveite para simular os investimentos antes da decisão, e assim ter uma noção mais clara do retorno que podem proporcionar. Não esqueça de considerar o prazo determinado para o resgate do valor antes de fazer a compra!

Entendeu como investir em renda fixa, quais as opções disponíveis e como escolher a melhor opção? Não esqueça que além de um rendimento interessante, vale escolher um produto para guardar aquele dinheiro caso ocorra algum imprevisto. 

Para isso, o investimento deve ter uma liquidez alta, ou seja, os valores devem estar disponíveis em pouco tempo na sua conta.

Já que você está lendo sobre renda fixa, aproveite para conferir o artigo que preparamos sobre o rendimento de um milhão de reais aplicados na poupança!