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Taxa administrativa no consórcio: o que é e como a tarifa é calculada

taxa administrativa no consórcio

A taxa administrativa no consórcio é um ponto importante na hora de planejar seu investimento. Isso porque gerenciar as finanças pessoais e planejar o futuro é importante para qualquer pessoa. No entanto, quando se tem um sonho ou projeto cuja realização requer grande investimento monetário, isso se torna ainda mais relevante.

O sistema de consórcios é regulamentado pela lei nº 11.975 no Brasil e que permite que um grupo de pessoas com um interesse em comum formem, por meio de uma empresa, uma espécie de poupança coletiva para aquisição de bens ou contratação de serviços. O montante pago por essas pessoas nesse período é formado por algumas tarifas, entre as quais a taxa administrativa.

Acompanhe a leitura e entenda!

O que é a taxa administrativa?

Os consórcios são gerenciados por empresas, autorizadas pelo Banco Central do Brasil, que têm como função acompanhar valores e transações. Ou seja, garantir a segurança dos processos e preservar os interesses do grupo.

Para isso, a empresa administradora do consórcio cria grupos de pessoas com objetivos semelhantes. Define as formas de pagamento, cria ações para evitar inadimplência, realiza a comunicação com os consorciados e transfere as cartas de crédito. Isto é, o valor disponibilizado para a aquisição do bem ou contratação do serviço.

Sendo assim, essas e outras atividades são remuneradas por meio de uma tarifa: a taxa administrativa. 

Com a cobrança deste percentual, a administradora cobra por todos os seus serviços de formação e gestão do grupo de consorciados. Também, pela garantia de que estes serão beneficiados, conforme a legislação vigente e o contrato firmado entre as partes.

Como calcular a taxa administrativa de um consórcio?

Se você está avaliando contratar essa modalidade de compra para realizar sonhos ou tirar projetos do papel, é normal que se pergunte como calcular a taxa administrativa do consórcio.

A taxa de administração é um índice percentual que varia entre administradoras, que são livres para fixar a tarifa que cobrarão como remuneração por seus serviços. Cabe ao consorciado pesquisar e comparar as alíquotas para encontrar o consórcio com as menores taxas de administração, se assim desejarem.

Após conhecer o percentual cobrado pela instituição de interesse, o consorciado pode calcular o montante que terá que pagar mensalmente para remunerar a administradora. O percentual incide sobre o valor total do bem e, geralmente, é diluído ao longo das prestações.

O cálculo da taxa administrativa de um consórcio é muito simples. Primeiro, divide-se a alíquota pela quantidade total de parcelas mensais. E então, o percentual encontrado é aplicado sobre o valor da carta de crédito.

Exemplo prático

Para facilitar, vamos a um exemplo.

Suponhamos que você queira comprar um automóvel que custa R$20.000,00 e decida contratar o consórcio do Bradesco, que, nesse exemplo, tem taxa administrativa de 12% e plano de 72 prestações. Eis os dados:

  • Taxa administrativa: 12%
  • Valor do automóvel: R$ 20.000,00
  • Quantidade de parcelas mensais do consórcio: 72

Ao dividir a taxa administrativa pela quantidade de parcelas mensais do consórcio, obtêm-se 0,166% como resultado. Este é o valor que você pagará para remunerar a empresa pelos serviços de gestão.

Agora, para saber quanto isso representa monetariamente, basta aplicar esse percentual sobre o valor do automóvel, chegando ao montante de R$33,20 por mês como resultado. Ou, se considerar o total de prestações, R$2.390,40.

Vale notar que o cálculo não considera uma antecipação da taxa administrativa — o que é previsto por lei. As administradoras de consórcio têm o direito de cobrar uma parte desse valor para, por exemplo, remunerar representantes e corretores. No entanto, essa cobrança deve estar prevista em contrato.

A taxa de administração é comparável aos juros?

O financiamento é outra opção de compra que viabiliza uma aquisição. No entanto, por se tratar de um empréstimo, está atrelado a juros, levando em conta a taxa Selic — e que, portanto, podem variar ao longo da vigência do contrato —, e a condições da instituição financeira.

Um aspecto dos juros é o aumento exponencial que gera ao longo do tempo em um valor, o que pode tornar muito maior o preço do bem ou do serviço que se deseja adquirir.

O consórcio, no entanto, é uma modalidade de autofinanciamento, não um empréstimo, e portanto, não incide juros. O cálculo da taxa de administração é realizado por meio de uma simples divisão de um percentual por todas as parcelas mensais.

Isso faz com que a dívida seja linear, diminuindo consideravelmente o valor total pago por um bem ou serviço e favorecendo o planejamento financeiro. No entanto, é importante saber que o valor das prestações do mês podem ser reajustados.

Essa é, contudo, uma boa medida, com o objetivo de preservar o poder de compra do consorciado. Afinal, a inflação poderia aumentar o preço do bem ou serviço que se pretende adquirir. Sendo assim, no momento da contemplação, a carta de crédito já não seria suficiente. O contrato já indica as regras de reajustes. Aliás, costumam estar relacionadas a um índice que indica a variação de valores do mercado.

Existem outras taxas no consórcio?

No consórcio, você paga o valor da tarifa mensal, que é um total já com algumas tarifas de administração, que variam conforme contrato. O mais comum é que, além da taxa administrativa, a parcela mensal seja composta pelo Fundo Comum, e , em alguns casos, também pelo Fundo de Reserva e pelo Seguro. Confira:

  • Fundo Comum: valor pago para formar o saldo destinado às compras de bens ou às contratações de serviços;
  • Fundo de Reserva: tem o objetivo de proteger o grupo de consorciados de inadimplências e despesas relacionadas; 
  • Seguro: cobre os participantes do consórcio de imprevistos, como quebra de garantia, desemprego, etc..

A administradora ainda pode cobrar uma taxa de permanência sobre o saldo de recursos não procurados por consorciados excluídos ou desistentes. Ou uma taxa de adesão para remunerar vendedores autônomos ou representantes autorizados. Por fim, multas em casos de atrasos em pagamentos.

No entanto, mesmo com todas as taxas e despesas envolvidas, geralmente o custo da aquisição do bem ou serviço por meio de um consórcio proporciona mais economia do que um financiamento.

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