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7 dicas de como comprar uma casa sem ficar endividado!

após descobrir como comprar uma casa é só aguardar

Comprar uma casa é uma das maiores conquistas na vida de muitos brasileiros. No entanto, para conseguir atingir esse objetivo, é comum vermos histórias de pessoas que acabaram se endividando ao adquirir um imóvel. Mas podemos te ajudar a não se tornar um devedor e ainda assim conquistar esse objetivo! Veja 7 dicas de como comprar uma casa sem precisar ficar endividado!

Como comprar uma casa?

Antes de ir atrás de uma casa, você precisa avaliar quais os melhores tipos de imóveis, qual a região que quer morar e fazer um planejamento pensando no seu futuro. Tudo isso tem grande influência no momento de fechar o negócio, pois esses detalhes podem parecer pequenos, mas fazem total diferença no valor final do imóvel. 

Por exemplo, imagine que você comprou uma casa pequena porque, naquele momento, ela atende todas as suas necessidades. Contudo, depois de alguns meses você decide adotar um animal de estimação e percebe que o espaço ficou muito pequeno para vocês dois. Pensar no seu futuro é muito importante, já que não é todo mundo que pode comprar uma casa nova a cada 5 anos. Esse tipo de investimento é a longo prazo, feito para garantir a sua segurança e a de sua família.

Qual o melhor momento para comprar uma casa?

Para que você não seja pego de surpresa, é ideal começar o planejamento da sua casa o quanto antes, assim fica mais fácil de saber quais os caminhos para atingir esse objetivo. É ideal ter uma estabilidade financeira, ter um orçamento definido e entender que conseguir comprar uma casa é um grande passo que pode não chegar de forma tão rápida. 

Se você estiver em início de carreira, aproveite esse tempo para procurar se organizar financeiramente, se profissionalizar ainda mais em sua área de interesse, conseguir calcular seus gastos e ir poupando aos poucos. Desse modo, você consegue se planejar para algum imprevisto a curto prazo e traçar metas para o seu futuro.

Caso você more com seus pais, essa folga financeira pode ser uma ótima oportunidade para começar a estabelecer uma boa relação com o dinheiro. Converse com os responsáveis e se ofereça para pagar algumas contas da casa, isso te ajudará a entender melhor quais os gastos são envolvidos ao manter uma casa.

Ainda é possível pensar em comprar uma casa após o casamento. Esse é um passo importante na vida de um casal, mas também precisa ser planejado pois vocês precisam discutir sobre o futuro. Se quiserem ter filhos é ideal que o casal busque por uma casa maior, se quiserem um apartamento pequeno em determinada região, essa procura será restrita ao tamanho do imóvel, andar, entre outras coisas.

Como comprar uma casa sem se endividar?

Para comprar uma casa é preciso que você saiba algumas coisas e se faça as seguintes perguntas:

  • Qual o valor total do investimento?
  • Que tipo de imóvel quero morar?
  • Qual a região?
  • Vou dividir esse imóvel com alguém?

Com essas respostas, fica mais fácil saber como seu planejamento deve caminhar e como conseguir segui-lo. Descubra agora 7 dicas para conseguir comprar a sua casa sem se apertar financeiramente!

1 – Comece a poupar até conseguir 20% do valor do imóvel

É comum que as construtoras solicitem um valor de entrada para fechar a compra da casa com você e, geralmente, essa quantia fica em torno de 20% do valor total do imóvel. Esse dinheiro pode ser guardado em uma poupança ou até investido em aplicações de pouco risco, como as ações de renda fixa. Então, com essa porcentagem em mãos, as administradoras conseguirão te disponibilizar a opção de financiamento dos outros 80% do valor do imóvel.

Por isso, é ideal começar a poupar uma quantia do seu dinheiro desde agora! Desse modo, o processo para conseguir a casa própria pode ser menos burocrático e ainda durar menos tempo do que o esperado. Caso você esteja pensando em comprar uma casa para iniciar uma vida em casal, converse com essa pessoa para que ela comece a poupar também, assim o trabalho fica ainda mais rápido.

2 – Continue poupando

Ao conseguir o valor de entrada, não pare de poupar! Mesmo que a quantia solicitada para a entrada corresponda a apenas 20% do valor do imóvel, você pode conseguir diminuir os juros caso tenha disponível mais dinheiro para apresentar no momento de fechar o negócio. Com um bom valor de entrada, você consegue diminuir a quantia que será financiada.

Além disso, o pagamento do imóvel pode ser parcelado em até 30 anos, o que torna essa dívida longa. Ou seja, se você continuar poupando, administrar as prestações da casa se tornará uma tarefa habitual da sua gestão financeira pessoal. É recomendado poupar 30% da sua renda mensal, destinando a quantia para uma poupança ou até fazendo esse dinheiro render ainda mais com pequenos investimentos.

3 – Busque uma renda extra

Algumas vezes, com o seu salário mensal é quase impossível conseguir poupar, já que ele é reservado para quitar todas as dívidas e pagar as contas mensais. Nesse caso, pense se você não pode conseguir uma renda extra, tentando negociar horas extra em seu trabalho ou oferecendo trabalhos aos conhecidos. 

Você pode tentar se especializar em sua área para ser promovido, buscar um cargo melhor em outra empresa ou até desenvolver estratégias para aumentar seus números mensais e melhorar suas comissões. Ainda é possível oferecer serviços com alguma habilidade extracurricular que você possui, podendo realizar essa função até pela internet.

4 – Planeje seu orçamento para o pagamento das parcelas

Uma das maiores dicas é iniciar seu planejamento financeiro pessoal. É ideal começar a ter um controle maior dos seus gastos, anotando todas as suas despesas, ganhos e descobrindo quais são suas dívidas. Ao transferir todas essas informações para o papel, fica mais fácil avaliar quais os tipos de gastos que podem ser cortados.

Você deve lembrar que durante os próximos anos de sua vida, uma parte do seu dinheiro deve ser destinado para pagar as parcelas do seu imóvel. Por isso, quanto antes iniciar seu planejamento, mais rápido poderá quitar sua casa! Não esqueça que esse tipo de negociação pode contar acréscimo de juros nas parcelas e que algumas modalidades de crédito possuem taxas menores.

5 – Ao comprar uma casa, você terá que arcar com outras despesas

Comprar o imóvel é só o primeiro gasto que você terá com a casa. Depois da operação realizada, entram gastos de documentação como pagamento do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), custos do cartório, da avaliação do imóvel feita por um especialista, análise jurídica, entre outros.

Fora esses gastos, ao começar a viver no imóvel, mensalmente você pagará contas de água, luz, internet, IPTU, condomínio, e outras despesas que variam de acordo com o seu estilo de vida e do tamanho de sua família. Tudo isso somado pode pesar no seu bolso se você não estiver preparado financeiramente. Avalie também esses gastos na hora de realizar seu planejamento!

6 – Avalie o custo de vida da região do imóvel

Cada região possui seu custo de vida e a vizinhança influencia diretamente nos valores presentes em estabelecimentos e serviços. A diferença de custo em viver em um bairro mais simples para uma região mais sofisticada pode pesar em suas despesas fixas, com alimentação e transporte, por exemplo. No processo de escolha da sua casa, considere esses custos e os outros valores que entrarão na conta no final do mês. 

7 – Escolha uma modalidade de crédito para te ajudar

É natural que algumas vezes a possibilidade de planejar antecipadamente não ocorra, já que imprevistos acontecem a qualquer momento. Para quem planeja e para quem tem um pouco mais de pressa, atualmente é possível contratar modalidades de crédito para comprar sua casa! Conheça as modalidades mais populares e quais suas vantagens!

Empréstimo

De modo geral, o empréstimo é quando o banco ou qualquer outra instituição financeira de confiança te empresta a quantia solicitada para comprar a sua casa. No empréstimo, você encontra três tipos de crédito que podem te oferecer mais benefícios de acordo com a sua realidade:

  • Empréstimo pessoal;
  • Empréstimo com garantia; e
  • Empréstimo consignado.

Cada uma das opções conta com uma variação de taxa e encargos, mas é possível conseguir as menores taxas de juros para comprar o seu imóvel com o empréstimo consignado e de garantia. Procure o seu banco e verifique se essas alternativas estão disponíveis para você. Quer saber mais sobre empréstimo? Leia nosso artigo clicando aqui!

Financiamento

O financiamento funciona como uma compra em parcelas. Nesse caso, o banco te libera o valor solicitado e você pagará a ele mensalmente durante um prazo estabelecido em contrato. Como falamos anteriormente, geralmente é pedido 20% do valor total para entrada e, após a análise de crédito e aprovação do pedido, o dinheiro cai em sua conta em alguns dias e você pode viabilizar o negócio de forma mais rápida.

No entanto, o financiamento conta com taxas de juros altas, que podem triplicar o valor final dessa negociação. E, em caso de inadimplência, o banco pode até tomar a sua propriedade. Por isso fique atento às condições e às parcelas para evitar grandes problemas.

Consórcio

Para aqueles que querem se planejar e conseguir comprar seu imóvel sem pagar juros ou taxas abusivas, o consórcio é a melhor escolha! Afinal de contas, nesse tipo de crédito, você não precisa apresentar valor de entrada e pode contar com prazos mais acessíveis para o seu bolso.

A única desvantagem é que você só poderá receber o imóvel após a quitação de todas as parcelas. Ainda assim, há a possibilidade de você dar um lance ou ser contemplado em uma assembleia e conseguir o crédito antes do prazo. Quer entender um pouquinho mais sobre como funciona um consórcio? Clique aqui e saiba mais!

Então agora que você conheceu todas as dicas para comprar sua casa sem se endividar, comece seu planejamento e conquiste esse objetivo!

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Rebeca Müller

Rebeca Müller é formada em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especializada em Finanças pelo Instituto Coppead de Administração da UFRJ. Depois de 11 anos atuando diretamente com Planejamento Financeiro e Orçamentário em empresas privadas e órgãos públicos, Rebeca descobriu uma nova vocação: comunicação. Hoje, ela escreve para a Zelas Finanças, e seu conteúdo conta com a rica bagagem que acumulou ao longo de sua trajetória no mercado financeiro.