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Comprar ou alugar imóvel: qual a melhor opção?

comprar ou alugar uma casa influencia todo seu planejamento. Conheça as diferenças aqui

Ao pensar em comprar ou alugar um imóvel, é preciso analisar qual das opções é a melhor para o seu bolso. Cada uma das alternativas tem suas vantagens e desvantagens que dependem unicamente de você, do seu orçamento e dos seus planos para o futuro. Veja a seguir todos os fatores para finalmente decidir se compra ou aluga um imóvel. Acompanhe o artigo e faça a sua escolha!

Comprar um imóvel

A compra de uma casa ou apartamento envolve muitas coisas e deve ser encarada como um dos seus compromissos financeiros, principalmente se o pagamento envolver alguma modalidade de crédito. Para que dê tudo certo, sem que você enfrente dificuldades financeiras, é preciso ter um bom planejamento.

Para a compra de um imóvel, é recomendado que você tenha uma vida profissional sólida e uma boa relação com o seu dinheiro. Afinal, essa dívida precisa ser quitada para que você não acabe caindo em algum órgão de proteção de crédito. Ao se planejar, analise as opções e verifique qual sua fonte de renda, se essa alternativa é estável, e ainda tente encontrar alguma forma de conseguir um dinheiro extra.

Como conseguir dinheiro para comprar um imóvel?

Ao adquirir um imóvel, fica mais fácil garantir segurança para você e a sua família, além de ter a liberdade de aumentar, reformar e realizar qualquer mudança na casa. Mas, comprar uma casa é um grande investimento e pode ficar ainda mais caro caso você opte por um financiamento com instituições financeiras. 

Isso porque, no financiamento, as mensalidades da dívida têm o acréscimo de uma porcentagem de juros. Por isso, em muitos casos, basta somar a quantia paga nas prestações e notar que o preço final do financiamento pode ser o triplo do valor inicial que foi solicitado. 

Encare o financiamento como uma saída para resolver um problema urgente, que você não pode adiar. Caso ainda tenha tempo para analisar as opções de créditos disponíveis, pode perceber que o empréstimo e o consórcio são as melhores soluções que se encaixam em sua realidade.

Dentro do empréstimo, os mais vantajosos são o empréstimo consignado e o empréstimo com garantia, pois eles podem baixar consideravelmente a taxa de juros. Infelizmente, esse tipo de crédito não está disponível para todas as pessoas, pois variam de acordo com a realidade do solicitante.

Um dos últimos casos que pode ser bastante benéfico para quem não tem pressa para comprar a tão sonhada casa, é o consórcio. Ele funciona como uma compra a longo prazo, em que você paga primeiro o valor total do bem para depois receber uma carta de crédito referente a essa quantia. Nesse caso, ao final das prestações, o dinheiro fica disponível e você pode até comprar o bem à vista!

Como fazer um planejamento para decidir entre alugar ou comprar um imóvel?

É muito importante considerar todas as opções acima, mas você deve traçar um planejamento para o futuro independente de sua escolha. Se pergunte, por exemplo:

  • Continuarei no meu emprego atual por quanto tempo?
  • Como me vejo daqui a 10 anos?
  • Pretendo ter filhos?
  • Estarei propenso a me mudar caso precise?

O planejamento é fundamental, pois imprevistos acontecem e você não quer passar aperto caso algo não saia de acordo com o seus planos. Fique atento, comprar um imóvel possui riscos, considere o prazo e o valor das prestações na hora de fechar o negócio.

Alugar um imóvel

Alugar um imóvel é a prática mais indicada para jovens que querem morar sozinhos e buscam a tão sonhada independência financeira. Esse tipo de negócio é mais vantajoso para quem não possui tantos planos para o futuro e ainda não possui tanta certeza sobre mudanças de endereços.

Ao alugar uma casa ou apartamento, você não precisa pagar 20% do valor do imóvel referente a entrada e ainda pode conseguir reservar uma boa quantia para destinar a investimentos e até fazer o seu dinheiro trabalhar para você!

A base dessa constatação parte do princípio que você já tenha o dinheiro da entrada de um imóvel e vem do cálculo da taxa de retorno, que é um cálculo bem simples: você divide o preço do aluguel pelo valor de venda do imóvel e multiplica por 100.

Por exemplo, digamos que você encontre um imóvel que vale R$500 mil e cobre um aluguel de R$2 mil. Para saber qual a taxa de retorno, faça essa conta: 2.000 / 500.000 x 100 = 0,4.

Nesse exemplo, a sua taxa de retorno é de 0,4%. Isso quer dizer que, para você conseguir pagar o seu aluguel, precisa investir aquele dinheiro referente à entrada do imóvel em ações que ofereçam um rendimento maior que 0,5% ao mês. Além disso, você ainda economiza na manutenção do espaço, pois toda a reforma é bancada pelo proprietário do imóvel. 

Qual a melhor opção?

É impossível chegar a uma resposta concreta, pois as vantagens e desvantagens vão depender da sua situação financeira e do momento de vida. Comprar um imóvel pode te trazer segurança, mas alugar não te deixa “preso” a apenas um lugar.

Em ambos os casos, é ideal que haja um planejamento bem estruturado e pensado para qualquer tipo de cenário que a sua vida se encontrar daqui a alguns anos. Portanto, para saber qual a melhor opção, pesquise por casas e apartamentos, projete sua vida profissional e pessoal, estabeleça metas e encontre as melhores soluções para os eventuais problemas que podem acontecer.

Veja se você pode esperar alguns anos para concretizar o desejo de ter um imóvel, ou se o seu caso é de urgência. Coloque todos os custos na ponta do lápis, calcule os juros e encargos que podem alterar os valores do seu empréstimo ou financiamento. O mais importante é que você encontre um caminho favorável para realizar esse sonho e não desista de tentar!

E então, quer saber mais dicas sobre como comprar ou alugar seu imóvel? Acompanhe os artigos da Zela Finanças e compartilhe!

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Rebeca Müller

Rebeca Müller é formada em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especializada em Finanças pelo Instituto Coppead de Administração da UFRJ. Depois de 11 anos atuando diretamente com Planejamento Financeiro e Orçamentário em empresas privadas e órgãos públicos, Rebeca descobriu uma nova vocação: comunicação. Hoje, ela escreve para a Zelas Finanças, e seu conteúdo conta com a rica bagagem que acumulou ao longo de sua trajetória no mercado financeiro.