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Financiamento de carros vale a pena? Veja como funciona e simule!

mulher dirigindo um carro

Mais do que um desejo de consumo, ter um automóvel é, para muitas famílias, uma necessidade. Não apenas por que o bem proporciona conforto e garante um transporte mais seguro, mas também por que é utilizado para trabalhar. Nesse sentido, o financiamento de carros, novos ou usados, pode ser uma opção interessante.

Afinal, nem todo brasileiro tem o hábito de poupar e, portanto, quando precisa comprar um automóvel, não tem o valor disponível. Por isso, as instituições financeiras atendem às necessidades de muitas famílias por viabilizar a compra de um veículo.

Essas empresas consideram a renda e a capacidade de pagamento do cliente e, com base nisso, estipulam um valor mensal que cabe bem em seu bolso para a aquisição. E, embora sejam livres para fixar os juros que cobram em financiamentos de carros, o encargo costuma acompanhar as variações da Selic, que está em tendência de baixa.

Se você tem urgência para comprar um carro e entende que o financiamento atende às suas necessidades, portanto, esse pode ser um momento propício para a aquisição, mas é interessante que, antes, você entenda bem o assunto e compare opções.

Este artigo esclarece como funciona o financiamento de carros, te ajuda a entender se o investimento vale a pena e explica como você pode simular o valor que efetivamente pagará no veículo. Acompanhe o artigo até o final e saiba mais sobre o assunto!

Como funciona o financiamento de carros?

O financiamento de veículos funciona como um empréstimo, no qual você solicita a uma instituição financeira uma linha de crédito para a aquisição de um veículo, seja em uma loja ou de um vendedor particular. Nessa modalidade, o automóvel te pertence logo de início, mas é alienado ao banco, como garantia, até que esteja totalmente pago.

Geralmente, você precisa pagar parte do veículo à vista, como entrada, para ter acesso a esse crédito e o restante do valor é quitado em prestações com o acréscimo de juros. No entanto, existem opções de financiamento de carro sem entrada, mas o custo, nesses casos, tende a ser maior.

Além do valor de entrada, você deve se submeter a uma análise de crédito. O objetivo é garantir a capacidade de pagamento das prestações e, assim, reduzir o risco de ambas as partes.

Para isso, a instituição financeira analisa vários fatores, como dívidas, histórico financeiro e atrasos em pagamentos de contas, além, é claro, da sua renda. Esses elementos podem ser verificados por meio do score de crédito e inscrições em órgãos de proteção, como o SPC.

Por seu empréstimo, naturalmente, a instituição financeira deve ser remunerada, o que é feito por meio de uma taxa de juros, fixada em contrato. Se a solicitação de financiamento seja feita em uma concessionária, esta deverá cobrar uma comissão pela venda.

Para solicitar um financiamento de carro, no entanto, você pode ir diretamente a uma instituição financeira, como um banco privado ou público, e negociar as taxas. Certifique-se de levar a sua carteira de identidade, o seu CPF (Cadastro de Pessoa Física) e seus comprovantes de estado civil e de rendimentos. 

Financiar um carro vale a pena?

Ao solicitar um empréstimo, você contrai uma dívida que aumenta o custo efetivo do bem que deseja comprar, especialmente quando este é de grande valor, um automóvel. Assim, é comum que as pessoas se perguntem se o financiamento de carros vale a pena. Para responder a essa pergunta, é importante conhecer outras opções.

O consórcio, por exemplo, é outra modalidade de compra — e bastante econômica, pois não há a cobrança de juros! A empresa que gerencia o grupo cobra outros encargos, em especial, uma taxa de administração, mas que costumam onerar bem menos o consumidor.

No entanto, essa não é a melhor modalidade de compra se você tem pressa em tomar posse do veículo. Você precisa esperar ser sorteado ou oferecer um lance (adiantamento de parcelas, em uma espécie de leilão), para antecipar sua contemplação.

Além disso, o valor das prestações se atualizam conforme a variação de um índice estabelecido em contrato, a fim de garantir o poder de compra do consumidor. Isso não ocorre no financiamento, mas é importante notar que, se o contrato for longo, você corre o risco de ter o carro desvalorizado antes mesmo de pagar todas as parcelas.

Outra modalidade de compra mais barata que o financiamento de automóveis é o leasing ou arrendamento mercantil. Uma empresa especializada compra o carro e o aluga a você, portanto, o bem não te pertence até que sejam quitadas todas as prestações. Estas, também são remuneradas por meio de juros fixados no início da relação contratual.

Se você analisar apenas o custo, o financiamento de carros não vale a pena. A ação dos juros compostos, ou juros sobre juros — presente também no leasing —, geralmente faz com que o valor do veículo seja muito maior do que o seu preço à vista ou por meio de um consórcio. 

E a inadimplência? Como funciona?

Com o consórcio, em caso de inadimplência, você pode receber parte da quantia investida de volta, com valores corrigidos e penalidades (multa e outras despesas) deduzidas. Você também pode vender a sua cota para alguém interessado, se não tiver adquirido o veículo.

No financiamento também existe a possibilidade de restituição. No entanto, a instituição financeira, além de colocar o carro em leilão, utiliza o dinheiro arrecadado para pagar o restante da dívida e as despesas judiciais. Somente depois das deduções, você recebe o valor que sobrar de volta.

Já no leasing, além de reaver o carro, a empresa não restitui o dinheiro que você investiu até o momento. A devolução compreende apenas o valor pago como garantia, destinado à compra do veículo após o pagamento de todas as prestações.

É importante, obviamente, considerar as suas necessidades para determinar se financiar um carro vale a pena. Se você tem urgência na aquisição e pode pagar os encargos, essa é uma boa opção.

Como simular o financiamento de um carro?

Para simular o financiamento de um carro, você deve calcular o Custo Efetivo Total que pagará pelo veículo, incluindo, além do valor do bem, outros encargos. A fim de comparar as modalidades de compra, é importante que você considere:

  • o valor do bem: pesquise o preço à vista do carro que pretende comprar;
  • os juros mensal e/ou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras): descubra o encargo cobrado pelo financiamento do carro e leasing;
  • a taxa administrativa: a título de comparação com planos de consórcio;
  • o prazo do financiamento: quantidade de prestações mensais;
  • o valor da parcela: o montante que você terá que investir mensalmente até o fim do contrato;
  • o custo final: conheça o resultado da ação dos juros compostos e outras taxas sobre o preço do automóvel; e
  • a diferença de preços: subtraia do valor do automóvel financiado seu preço à vista e entenda o quanto estará pagando a mais em cada modalidade de compra.

Naturalmente, para fazer este cálculo, você precisará de alguns dados. No site do Banco Central do Brasil, você pode acessar o Relatório de Taxa de Juros, na qual encontrará uma tabela com taxas de juros praticadas atualmente. Na data de escrita deste artigo, os encargos variam de 0,87% a 3,40% ao mês.

Você também pode utilizar a Calculadora do Cidadão disponível no site. Na página, você indica o número de meses, a taxa de juros mensal, o valor da prestação e/ou o valor financiado para encontrar uma dessas informações, seguindo as orientações.

E, se você preferir praticidade, pode entrar diretamente em contato com uma instituição financeira e simular o financiamento de um carro. No site de grandes bancos, como Bradesco, Itaú e Santander, você pode fazer uma simulação online.

Conclusão

Assim funciona o financiamento de carros no Brasil. A modalidade envolve juros, análise de crédito e, geralmente, um valor de entrada. Embora mais custosa do que outras opções de compra, essa é uma alternativa mais rápida e segura de adquirir um automóvel em seu nome sem depender de sorteios e leilões.

Você quer saber um pouco mais sobre como funciona o financiamento de carros? Então leia o artigo neste link sobre os planos do banco Santander.

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Rebeca Müller

Rebeca Müller é formada em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especializada em Finanças pelo Instituto Coppead de Administração da UFRJ. Depois de 11 anos atuando diretamente com Planejamento Financeiro e Orçamentário em empresas privadas e órgãos públicos, Rebeca descobriu uma nova vocação: comunicação. Hoje, ela escreve para a Zelas Finanças, e seu conteúdo conta com a rica bagagem que acumulou ao longo de sua trajetória no mercado financeiro.

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