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Financiamento de veículo é uma boa opção? Descubra!

um homem dentro do carro, no banco do motorista, sorrindo

Comprar um automóvel é um objetivo comum de muitas famílias. Afinal, ter um carro próprio proporciona benefícios como rapidez, conforto e segurança. No entanto, por ser um bem de alto valor, o custo representa um desafio. Nesse sentido, muitas pessoas consideram solicitar um financiamento de veículo.

Essa opção, além de viabilizar a aquisição do carro em pouco tempo, permite o pagamento no longo prazo, como em uma compra no cartão de crédito.

A modalidade de compra pode ser contratada em diversas instituições financeiras. Inclusive em grandes bancos, como Santander, Itaú, Caixa e Bradesco, que tem suas próprias regras, taxas e benefícios.

Além de decidir de qual empresa solicitar um financiamento automotivo, você pode ter dúvidas sobre se essa é a melhor modalidade de compra, em comparação a outros produtos de acesso ao crédito disponíveis no mercado.

Este artigo tem o propósito de ajudar você a encontrar essa resposta. Para isso, esclarece como funciona o financiamento de veículos e a análise de crédito e compara modalidades de compra para que você saiba identificar se esta é a opção ideal. Acompanhe a leitura!

O que é e como financiar um veículo?

O financiamento automotivo trata-se de um empréstimo, por uma instituição financeira, para a aquisição de um veículo, novo ou usado. A empresa compra o carro desejado de um lojista ou vendedor particular e o registra em nome do consumidor, mas o mantém como garantia, até que todas as prestações sejam quitadas.

Os pré-requisitos e regras para solicitação do financiamento de veículos variam entre instituições financeiras. O Santander, por exemplo, financia até 100% do valor, mas a Caixa limita o crédito a 80% do preço do automóvel.

Pelo financiamento, a instituição financeira cobra juros para sua remuneração. O cálculo dos juros varia de acordo com o perfil do consumidor e, portanto, é recomendável fazer simulações e conhecer as taxas de juros de cada empresa.

É importante notar que o financiamento automotivo envolve a ação de juros compostos e, por esse motivo, o preço que você efetivamente pagará pelo veículo tende a ser consideravelmente maior do que o seu valor à vista.

Por isso, é interessante pagar o que for possível como entrada. Assim, você reduz o valor financiado — sobre o qual incidem juros — e, consequentemente, o custo do veículo! Um valor mínimo de investimento inicial, aliás, é requisito em muitas instituições.

Como é feita a análise de crédito para financiamento de um veículo?

Antes de aprovar o financiamento, a instituição financeira realiza uma análise para entender a capacidade de pagamento e o perfil do consumidor, a fim de reduzir o risco de inadimplência.

Essa análise inclui a leitura do histórico de pagamento de contas, de dívidas ativas e de inscrição em órgãos como o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e o Serasa. Essa verificação pode ser realizada por meio de um programa gerencial ou por pessoas e indica se a solicitação deve ser aprovada ou recusada.

O score de crédito influencia muito esse resultado! A pontuação indica os hábitos de pagamento e a capacidade do consumidor de cumprir com seus compromissos financeiros. O ideal é que você tenha um score de mais de 700, pontuação considerada boa.

No entanto, isso não quer dizer que quem está com uma pontuação intermediária (entre 300 e 700) ou baixa (menos de 300), por exemplo, não tem direito a financiar seu carro. Isso varia de acordo com a instituição financeira, mas um score baixo pode incentivar um aumento nas taxas de juros.

Além disso, a aprovação tende a ser mais difícil, especialmente em grandes empresas. Assim, se você optar pelo financiamento do veículo, garanta que o seu nome esteja limpo no mercado, pague as contas em dia, quite suas dívidas, considere se inscrever no Cadastro Positivo dos órgãos de proteção ao crédito e atualize seus dados no Serasa.

Quais são os tipos de financiamento para comprar um veículo?

Existem outras maneiras de comprar um veículo. Geralmente, as outras opções apresentam menos juros do que um financiamento. E, por esse motivo, faz sentido que você se faça a pergunta que dá título a este artigo.

Leasing

O leasing, por exemplo, é uma modalidade de compra mais barata porque suas taxas de juros são menores. No entanto, o veículo pertence à empresa até a quitação e, portanto, se você desistir do contrato, a instituição financeira pode reapropriar-se do bem com mais facilidade.

Consórcio

A modalidade de consórcio é ainda mais econômica. Você não paga juros e a taxa de administração é linear, ou seja, não tem o mesmo efeito dos juros compostos. Após contratar um plano, você só precisa esperar pela contemplação em um sorteio.

Se você avaliar apenas o custo, o consórcio será a modalidade de compra mais vantajosa. Afinal, você não pagará nem valor de entrada, nem juros — e os encargos são mais baixos. No entanto, você deve considerar a sua necessidade e suas limitações.

Por exemplo, no consórcio, você não tem como saber quando poderá comprar seu carro. Isso pode acontecer no início do contrato, se você tiver sorte, ou no final, após meses ou anos.

Existe a possibilidade de adiantar essa contemplação, por meio de lances. No entanto, ainda assim, você terá que competir com outros participantes em uma espécie de leilão e o grupo deve ter saldo excedente.

Além disso, essa é uma prática comparável ao pagamento de um valor como entrada no financiamento. Portanto, se você tiver um valor disponível considerável, talvez seja mais interessante solicitar um empréstimo menor e comprar logo o veículo.

Vantagens e desvantagens do financiamento de veículo

Naturalmente, o fator urgência é definitivo para entender se o financiamento de veículo vale a pena para você. Se você precisa de um automóvel para trabalhar, por exemplo, ou por algum motivo, não pode esperar pela contemplação em um consórcio, essa modalidade de compra pode ser interessante.

Assim, se você tem condições financeiras para pagar as prestações mensais, um bom score de crédito, o nome limpo e atende aos pré-requisitos da instituição financeira escolhida, o financiamento de veículos pode ser uma boa opção. É importante analisar o contrato, conhecer taxas e comparar opções.

Outro ponto interessante a observar é a desvalorização de veículos. Se você contratar um financiamento com prazo muito longo, ao concluir o pagamento, o valor de mercado do bem pode estar bem menor, o que reduz o benefício do empréstimo.

Essas informações indicam que o financiamento de veículo pode valer a pena para algumas pessoas e para outras, não. A opção pela modalidade de compra é muito individual, porque depende, basicamente, das condições financeiras do solicitante, da urgência pela aquisição e do score de crédito. 

Essa pode ser uma boa opção para quem tem condições financeiras e não se importa em pagar juros pelo empréstimo ou quem não pode ou não quer esperar muito tempo para realizar a compra. Se esse não for o cenário, outras opções, como o leasing e o consórcio, devem ser também analisados.

Agora você que já sabe mais sobre como funciona um financiamento de veículo, continue acompanhando nosso site para mais dicas financeiras!

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Rebeca Müller

Rebeca Müller é formada em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especializada em Finanças pelo Instituto Coppead de Administração da UFRJ. Depois de 11 anos atuando diretamente com Planejamento Financeiro e Orçamentário em empresas privadas e órgãos públicos, Rebeca descobriu uma nova vocação: comunicação. Hoje, ela escreve para a Zelas Finanças, e seu conteúdo conta com a rica bagagem que acumulou ao longo de sua trajetória no mercado financeiro.

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