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Como organizar as finanças? Saiba mais aqui!

mulher em uma sala estruturando em papéis como organizar as finanças

Para estabelecer uma boa relação com o seu dinheiro, é fundamental começar a administrar suas dívidas. Aprender como organizar as finanças pode ser uma boa alternativa para quem quer ter mais controle do seu orçamento e não ter mais medo de abrir a fatura do cartão.

Nesse artigo vamos te explicar como uma organização financeira faz diferença no final do mês, quais as melhores práticas para estabelecer uma relação mais saudável com o seu dinheiro. Boa leitura!

Como começar a organizar as finanças?

Administrar os gastos e receitas pode ser uma tarefa exaustiva, mas ela é necessária para quem quer começar a diminuir as despesas. O primeiro passo é começar. Então, anote todas as transações que você realizou, seja por dia, semana ou mês.

Com tudo anotado, separe seus gastos em três tipos:

  • Fixos: Aqueles gastos essenciais que precisam ser pagos todos os meses;
  • Variáveis: Os gastos que variam de mês a mês;
  • Supérfluos: O tipo de gasto por impulso ou com coisas desnecessárias no momento e que podem ser cortados.

Cada tipo de gasto vai possuir algumas categorias. Vamos deixar alguns exemplos, mas o ideal é que você defina diante a sua realidade

Gastos fixos

Os gastos fixos são compostos por despesas essenciais, àquelas que não podem ser cortadas do orçamento e necessitam ser pagas todos os meses. Por exemplo:

  • Casa;
  • Saúde;
  • Alimentação;
  • Conta de luz e água;
  • Internet; entre outros

Gastos variáveis

Esse tipo de gasto pode não acontecer todos os meses, tendo variações no seu preço e até na época do ano. Por exemplo:

  • Entretenimento;
  • Viagens;
  • Bares e restaurantes;
  • Farmácia; entre outros

Gastos supérfluos

Nesse caso, esse tipo de gasto é ainda mais oscilante, pois depende muito da realidade que você vive. Por exemplo, para algumas pessoas o gasto com a mensalidade da academia é algo fixo e para outras pode ser considerado supérfluo.

Nessa etapa, realize um exame de consciência e analise detalhadamente qual gasto pode ser considerado fútil. Lembre-se que, ao cortar esse tipo de gasto, você estará poupando seu dinheiro para algo maior.

Com todas as informações coletadas, é hora de você estudar o que pode ser cortado, diminuído ou até substituído. Depois, analise qual o tipo em que o gasto se enquadra. 

Por exemplo, ao observar suas finanças, você notou que boa parte do orçamento foi destinada a bares e restaurantes. Não é necessário cortar essa diversão, mas veja se consegue reduzir o valor investido nessa categoria. 

Antes de sair riscando os itens que não vai mais usufruir, se pergunte se é possível reduzir o valor. Caso consiga, você ainda pode aproveitar mesmo economizando.

Ganhos

Além de anotar os gastos, contabilize todas as suas receitas. Nelas, adicione qualquer tipo de ganho que você recebeu, incluindo:

  • Salário;
  • Presentes em dinheiro;
  • Aluguel de alguma propriedade sua;
  • Alguma renda extra; entre outros

Com esses valores, faça a comparação da quantia de dinheiro que entra com a quantia que sai. Sempre gaste menos do que você ganha, assim você não compromete toda a sua receita e consegue guardar uma quantia para outros fins.

Reserva de emergência

Dentro da organização de suas finanças, você precisa criar e alimentar a reserva de emergência. Sabemos que imprevistos acontecem, por isso, manter esse fundo te trás mais segurança caso ocorra alguma intercorrência.

Guarde de 10% a 15% dos seus ganhos e destine para sua reserva. Porém, caso essa porcentagem seja alta, diminua e deixe acessível com o seu planejamento. Você pode deixar esse dinheiro aplicado em investimentos de renda fixa, como o Tesouro Direto, ou em uma poupança. O importante é que esse valor seja acessível na hora do aperto.

Metas e objetivos para organizar as finanças

Tendo definido suas despesas, receitas e separado um valor para reserva de emergência, chegou a hora de definir suas metas e objetivos. Nesse momento, você pode tirar aquele sonho da gaveta e colocá-lo no papel, calculando quanto precisa para realizar esse objetivo e quanto tempo levará.

Por exemplo, se você quer trocar de carro, anote qual o valor do carro que quer comprar, calcule em quanto tempo conseguirá o valor e qual será sua estratégia. Assim, fica mais fácil visualizar seu caminho até esse sonho.

Tenho uma dívida, o que faço?

Se ao iniciar a organizar suas finanças você notar que possui uma dívida, não se desespere. Afinal, isso não é motivo para desistir! A organização financeira é recomendada justamente para que você quite suas dívidas.

Contas em atraso podem acarretar em juros altos e é possível que sua conta chegue a um valor absurdo. Para que isso não aconteça, tenha como prioridade pagar esse valor. Uma boa alternativa é entrar em contato com a empresa responsável e tente negociar o valor para que fique mais acessível ao seu bolso.

Diante dessa situação, muitas pessoas querem recorrer ao empréstimo para pagar essa dívida, mas essa pode não ser a melhor escolha. Entenda que, ao solicitar um empréstimo, você está criando uma dívida para pagar outra. Ou seja, esse processo só está aumentando suas despesas.

Os empréstimos acarretam em juros e um compromisso do seu dinheiro a longo prazo. Por isso, analise bem para saber se essa é a melhor solução para o seu problema.

Como posso organizar as finanças e manter uma boa relação com meu dinheiro?

Aprender como se organizar financeiramente é o primeiro passo para conseguir uma relação saudável com o dinheiro. Além das recomendações que já citamos, vamos dar pequenas dicas para cultivar uma relação mais tranquila e prazerosa com suas economias.

Mantenha o controle de seus gastos

Mesmo que você passe anos conseguindo organizar as finanças, o ideal é não parar de anotar seus gastos e tornar essa atividade como uma obrigação. Ao reservar um tempo em sua rotina diária para administrar seus gastos, você continua traçando novas metas e objetivos. Por isso, não pare!

Dê preferência a compras à vista

Comprar com o cartão de crédito muitas vezes é tentador, já que a facilidade de pagar pelo bem em várias parcelas parece ser vantajosa. Mas, quanto mais parcelas você terá que pagar, maior o tempo que permanecerá endividado.

Compras à vista podem demorar de acontecer, pois requerem planejamento, mas é um gasto já esperado e o risco de te deixar no vermelho é menor.

Não tenha vergonha de pedir descontos para organizar as finanças

Com a compra à vista, é mais fácil negociar o preço com o vendedor e conseguir um bom desconto. Pechinche até conseguir um valor bom para você e para a loja. Isso também te ajudará a estabelecer confiança com a marca e, se o desconto for bom, com certeza você voltará a fazer negócio.

Saber como organizar as finanças não é uma tarefa difícil, mas não desanime e comece já! Em nosso blog você encontra outras dicas que podem facilitar sua vida financeira. Acesse!

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Rebeca Müller

Rebeca Müller é formada em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especializada em Finanças pelo Instituto Coppead de Administração da UFRJ. Depois de 11 anos atuando diretamente com Planejamento Financeiro e Orçamentário em empresas privadas e órgãos públicos, Rebeca descobriu uma nova vocação: comunicação. Hoje, ela escreve para a Zelas Finanças, e seu conteúdo conta com a rica bagagem que acumulou ao longo de sua trajetória no mercado financeiro.

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