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Como investir a curto prazo? Conheça as melhores opções

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Vemos muitas indicações de ativos para resgate após um longo período de aplicação  Mas é possível encontrar opções para investir a curto prazo, que ajudem a valorizar o dinheiro para um objetivo próximo e que tenham uma liquidez maior.

Uma das aplicações para esse tipo de investimento é a reserva de emergência. Afinal, nunca sabemos quando o dinheiro será necessário.

Neste artigo, vamos explicar melhor como funcionam as opções de curto prazo e como aproveitá-las. Confira!

O que são investimentos de curto prazo?

As operações a curto prazo são as que duram entre 1 e 90 dias, podendo ser facilmente resgatadas sem perdas após esse período, embora algumas instituições considerem opções com até 2 anos de vencimento como curto prazo.

Esses investimentos se caracterizam principalmente pela alta liquidez, ou seja, o investidor consegue ter acesso ao valor rapidamente.

São usados principalmente para financiar metas de valores menores, como formatura, compra de eletrodomésticos, artigos de informática ou viagens.

Baixo risco

Alguns investimentos de baixo risco indicados para resgate a curto prazo são o Tesouro Direto e os CDBs

O Tesouro Selic é uma boa escolha  para a reserva de emergência, porém não possui mais a mesma rentabilidade após a queda dos juros.

Médio risco

As opções de médio risco também costumam ser conservadoras, como por exemplo, os debêntures. Para aumentar a segurança, procure os títulos oferecidos por empresas com bastante credibilidade e mais estáveis.

Alto risco

É possível comprar algumas ações da bolsa em Swing Trade. Diferente do Day Trade, com operações que começam e terminam no mesmo dia, o Swing Trade tem um prazo maior e, por isso, possibilita mais ganhos.

Porém, vale lembrar que nesse tipo de investimento os resultados podem ser negativos. Por isso, para investir na Bolsa é preciso ter sangue frio e parcimônia, sem nunca concentrar todas as economias nessa modalidade.

Quais as vantagens e desvantagens?

O principal ingrediente para fazer o seu dinheiro aumentar é o tempo. Ou seja, ao investir a curto prazo, você não alcança o mesmo grau de rentabilidade que uma opção a longo prazo proporciona.

Para aproveitar ao máximo esses produtos, vale apostar em bancos que tragam um bom percentual em relação ao CDI. Recentemente, surgiram no mercado alguns títulos que pagaram 130% dessa taxa, por exemplo.

Os papéis de curto prazo são a solução ideal para quem tem dificuldade de poupar e precisa do dinheiro disponível para cobrir algum imprevisto.

Um ponto bastante interessante nos investimentos de curto prazo é a não exigência de um capital muito alto. Com valores baixos iniciais, é possível começar uma carteira e manter os aportes mensais.

Quais são as opções recomendadas para investir a curto prazo?

Para ajudar você a escolher a opção ideal, indicamos algumas modalidades de investimento que podem ser resgatadas a curto prazo.

Tesouro Selic

O Tesouro Selic continua sendo a porta de entrada nos investimentos, mesmo com a queda da Taxa Selic que reduziu muito a rentabilidade desse ativo. Apesar dessa queda, o rendimento ainda é mais alto do que a poupança, com liquidez alta.

CDB

Os CDBs também rendem de acordo com a taxa de juros, mas podem ter prazos de vencimento mais longos, como três anos. Porém, é um pouco mais arriscado que o Tesouro Direto, já que é pago pelos bancos. Ou seja, caso o banco quebre, você só receberá o valor se estiver dentro da faixa de cobertura proposta pelo FGC (250 mil reais por CPF e por instituição).

Fundos de Investimento

Os fundos são uma alternativa para quem quer um rendimento mais alto, e está disposto a correr mais riscos. Podem ser os montados pelas corretoras ou os ETFs, negociados na bolsa de valores.

Para esse tipo de aposta mais arriscada, é recomendada a aplicação de apenas 5% do valor acumulado.

LCI

Os títulos LCI, embora proporcionem ganhos mais interessantes no longo prazo, também podem ser usados para o curto prazo. A liquidez desses títulos flutua entre 3 e 24 meses, sem cobrança do imposto de renda.

Vale a pena investir a curto prazo?

As opções de curto prazo são as mais indicadas para quem pensa em guardar um dinheiro que possa acessar rapidamente. Se você está acumulando valores para comprar um bem daqui a alguns meses, também é a opção ideal, assim é possível conseguir um desconto maior no pagamento à vista e evitar o financiamento.

Para quem está começando a investir, o curto prazo também ajuda a ter uma noção de como funciona esse universo e permite acompanhar a ação dos juros compostos.

No entanto, se você pretende guardar dinheiro para objetivos maiores, como a independência financeira ou a aposentadoria, vale a pena fazer os aportes em opções com prazos de vencimento mais longos, mas que proporcionem uma maior rentabilidade.

Como investir a curto prazo?

Na hora de escolher o investimento ideal, lembre-se que para as opções com cobrança de Imposto de Renda há o uso de uma tabela regressiva. Ou seja, quanto maior o período em que o valor permanecer aplicado, menor a alíquota do tributo.

Além disso, a incidência de IOF ocorre geralmente quando o valor é resgatado em menos de 30 dias após o aporte.

Considerando esses dois pontos, abra uma conta em uma corretora ou pesquise as opções oferecidas pelo seu banco. Algumas instituições oferecem a possibilidade de abertura de conta apenas para aproveitar o investimento em renda fixa, com uma taxa bem interessante em relação ao CDI, sem a cobrança de taxas de manutenção.

Vale citar que o surgimento dos bancos digitais ampliou muito a oferta de oportunidades nesse sentido, que podem ser aproveitadas de maneira rápida e fácil, do próprio celular.

Neste post, apresentamos como investir a curto prazo, quais são as opções dentro desse escopo e como aproveitar melhor essas oportunidades, alinhando o ativo escolhido ao objetivo da aplicação. Assim como no investimento a médio e longo prazo, é interessante acompanhar as flutuações da economia, para escolher sempre o ativo mais adequado.

Aproveite também para conferir os conteúdos da Zelas Finanças e ter um comparativo honesto das diversas alternativas disponíveis, conseguindo assim tomar melhores decisões relacionadas ao dinheiro!

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Rebeca Müller

Rebeca Müller é formada em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especializada em Finanças pelo Instituto Coppead de Administração da UFRJ. Depois de 11 anos atuando diretamente com Planejamento Financeiro e Orçamentário em empresas privadas e órgãos públicos, Rebeca descobriu uma nova vocação: comunicação. Hoje, ela escreve para a Zelas Finanças, e seu conteúdo conta com a rica bagagem que acumulou ao longo de sua trajetória no mercado financeiro.

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