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Investir no exterior: quando é a hora certa?

números digitalizados em frente aos prédios de uma cidade

Com a crescente desvalorização do real em comparação ao dólar, a possibilidade de investir no exterior surge como boa alternativa para fazer o dinheiro render.

Trata-se de uma estratégia de diversificação da carteira. Mas será que é realmente uma boa escolha? Como fazer esse tipo de investimento?

Respondemos a essa e outras dúvidas neste post. Confira!

Quais as vantagens de investir no exterior?

Buscar opções para fazer o dinheiro render fora do Brasil pode trazer alguns pontos positivos que ajudam na construção do seu patrimônio.

Destacamos aqui as mais importantes.

Diversificação da carteira

Aplicando o dinheiro em ações de empresas fora do país, é possível promover uma grande diversificação na carteira, além de contar com opções mais seguras.

Você consegue aproveitar a oportunidade de atuar como cotista de grandes empresas conhecidas no mundo todo, como Disney, Apple e Google, por exemplo.

Isso ajuda a diminuir os prejuízos e a ter opções em um cenário de risco.

Aposta em uma moeda forte

Afinal, embora o Brasil não viva mais a grande instabilidade econômica vista nas décadas de 80 e início de 90, ainda devemos nos preocupar com a inflação.

Quando você decide investir no exterior, consegue proteger seu dinheiro da inflação e apostar em uma moeda mais forte.

Contato com a economia de outros países

Ao aplicar o dinheiro internacionalmente, é possível aprender um pouco mais sobre a economia de outros países, ampliando os horizontes e alcançando um conhecimento mais palpável que pode ajudar na tomada de decisões.

É seguro investir no exterior?

Para quem não está acostumado, aplicar o dinheiro em investimentos de outros países parece complicado e arriscado.

Porém, esse risco está ligado ao patamar econômico do país. Lugares com uma economia mais estável e moeda valorizada tendem a apresentar menos problemas do que os que já estão com muitos problemas de inflação e crises internas.

Mesmo que o investimento seja feito em uma nação com economia forte, é essencial avaliar as opções e como cada uma se comporta. Afinal, mesmo em locais mais estáveis, a bolsa de valores ainda oferece mais riscos do que um investimento de renda fixa, por exemplo.

Também é importante observar as instituições nas quais você pretende guardar o seu dinheiro. Bancos com histórico mais inconsistente ou trajetória fraca de mercado oferecem mais riscos do que nomes já estabelecidos.

Como fazer esses investimentos?

Para que você consiga fazer o seu dinheiro render em moeda estrangeira, valem algumas dicas importantes.

Converse com um especialista

Por mais que você estude sobre o assunto vale a pena consultar um especialista para saber quais são as melhores opções e tirar todas as dúvidas.

Procure pessoas que já lidam com a economia do exterior e sabem com mais detalhes os cenários de cada país e quais são os investimentos mais promissores e seguros.

Abra uma conta no exterior

Sem uma conta no exterior, não há como fazer as movimentações. Com a internet, ficou mais fácil e rápido fazer isso, principalmente após o surgimento dos bancos digitais.

Pesquise sobre as instituições e fique atento às taxas. Além disso, alguns bancos brasileiros oferecem essa possibilidade. Consulte a instituição na qual você já é correntista e verifique!

Escolha os investimentos

Não há como apontar o melhor investimento para uma pessoa. Isso porque a decisão depende de inúmeros fatores, como os valores disponíveis para aporte, como o valor será usado e o prazo para saque.

Considere seus objetivos e limitações na hora de fazer essa escolha para que você potencialize os ganhos e não perca dinheiro com resgates antes do tempo necessário para o rendimento.

Aprenda a fazer a declaração dos valores

Investimentos no exterior também devem ser informados no Imposto de Renda. Não colocar esses valores pode configurar sonegação e trazer diversos problemas.

Por isso, tente consultar um contador experiente, capaz de passar as orientações corretas quanto a isso.

Nossa recomendação é que não deixe para última hora, mas que já procure as informações assim que decidir investir fora do país, assim todos os tributos são colocados em dia. 

Vale a pena investir no exterior?

Para avaliar se o investimento no exterior é realmente vantajoso, é preciso analisar friamente o cenário.

Os juros internacionais estão baixos há muito tempo, e não há expectativa de mudança a curto prazo. Além disso, mesmo aplicando o dinheiro lá fora, o investidor está sujeito às regras tributárias do Brasil.

Também é importante perceber os fatores culturais, econômicos e políticos do país em que você pretende colocar as suas economias. Lembre-se que um investidor precisa acompanhar todas essas flutuações para saber o melhor momento de fazer aportes ou mudar a carteira.

Por outro lado, o real está desvalorizando muito em relação ao dólar e ao euro. Todavia, quem apostou nessas moedas alguns anos atrás, quando a diferença das cotações era menor, já pode observar alguns ganhos significativos.

A resposta definitiva para essa pergunta, se realmente vale a pena investir no exterior, é avaliar a sua situação, os seus objetivos, as opções disponíveis e, principalmente, as possibilidades de ganhos e os custos envolvidos nas operações.

Qual o momento certo de investir no exterior?

Se nos anos 80, as motivações principais eram evitar um possível confisco e defender a moeda da desvalorização, atualmente a baixa de juros também no Brasil oferece um bom cenário para o investimento em outros países.

Ao mesmo tempo, a procura por essas opções tem aumentado, assim como as ofertas desses produtos.

Além disso, a diversificação da carteira com investimentos de outros países deve ocorrer após um planejamento cuidadoso, além do conhecimento sobre as opções e riscos.

Tirou suas principais dúvidas sobre investir no exterior? Procure manter-se a par dos acontecimentos e identificar as melhores oportunidades, aqui ou lá fora!

Acompanhe também as publicações da Zelas Finanças para saber como administrar melhor o seu dinheiro!

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Rebeca Müller

Rebeca Müller é formada em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especializada em Finanças pelo Instituto Coppead de Administração da UFRJ. Depois de 11 anos atuando diretamente com Planejamento Financeiro e Orçamentário em empresas privadas e órgãos públicos, Rebeca descobriu uma nova vocação: comunicação. Hoje, ela escreve para a Zelas Finanças, e seu conteúdo conta com a rica bagagem que acumulou ao longo de sua trajetória no mercado financeiro.

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